MORFEU

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sábado, 1 de novembro de 2008

TROFÉU DA LASCÍVIA


Era meu por jus direito
O troféu da insanidade
Por ser o meu defeito
Não ter o pudor maldade

Levei anos construindo
Este sonho mui humano
Hoje vejo estar ruindo
Meu segredo mais profano

Criei fé na igualdade
E me deixei contagiar
Pensando à humanidade
Está a se me igualar

Famílias isto é verdade
Vivenciam esta saudade
Dormem na mesma cama
Sem a vergonha Profana

Acredito ainda na vida
Na malicia sem maldade
Fantasias bem sentidas
Não levam a crueldade

Mas fingir traz só desgosto
Descobri-me enganado
Que ao olhar apenas rosto
Levo a tarja de safado

Aprendi hoje menina linda
Com teu gesto de maldade
Que seria pureza ainda
O conhecer-te a meu lado

Não teve nas alegrias
A mais verdadeira pureza
No momento da certeza
Teu preconceito fez juízo

Deixei-te estrela cadente
Fica presa em teu pensar
Me tomas por indecente
E me afasto do teu julgar

Fui feliz, verdade pura
Em presença do teu olhar
Mas deixaste tua ternura
No engano se afogar

Não lamento o vivido
Foi prazer, foi amizade
Que morreu no mais querido
No querer te abraçar
Pensastes mal, generalizou
O que vive em teu altar
Jamais saberás quem sou
Condenou o meu amar

Mas deixo em meus anais
O derradeiro sentido meu
Não te tomaria jamais
Aquilo que deus te deu

Brinquei, ousei, abusei
Na distancia entre locais
Mas de perto nunca ousei
Passar limites sociais

Fica o meu grande afeto
Que se perde no espaço
Abandono a farsa, vou quieto
Não sou com certeza um Lasso

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