É pelo brilho da presença amada
Se estiver a bailar, com palavras ousadas
É devaneio, não pensar, e mais nada...
Se feliz me deleito em sonhos
É o desejo que cresce em min’Alma
Se, sorrindo os versos componho,
É a fantasia que aflora e acalma
Se o sono se vai sem que eu queira
É o fantasma da alma fagueira
Se isto faz um momento de fogo
É o prazer despertado no jogo
Se presente ou ausente te faz
É o mistério do corpo que vibra
Se presença é segredo audaz
É a ausência o que mais me intriga
Se faltar um dia em mim o teu ser
É mergulho em tristeza a matar
Se esqueceres um dia que és meu viver
É por feliz estares a cantar
Se te falo um dia, “te quero!”...
É por ter visto o teu lindo olhar
Se, porém falar meu amor é sincero!
É por não ter minha menina Altar
Se sentires que estou a ousar
É por saber que verdade é meu cantar
Se neste dia sumires sem adeus me dar
É por desprezo que estás a calar
Se for sonho que estou a alimentar
É por saber que impossível é este sonhar
Se ao acordar me sentir triste, ausente!
É por acordar do sonho premente.
(J.C.S)
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