Na esperança do retorno
Curvo-me, caio, não sei
Pois brinquedo me tornou
A pessoa que hoje amei.
O desprezo me afoga
A saudade mais sentida
Sonhos em minha vida
Na tristeza hoje me joga.
Revolvo minha solidão
Na fria noite de amor
Minha promessa foi em vão
Morreu escravo do furor.
Pergunto-me, vã fantasia
Se a verdade inda existe
Ou é mera alegoria
Neste mundo fútil e triste.
Procurando sem encontrar
Onde anda meu querer
Busco-te em todo lugar
E só te encontro em meu ser.
Fria como neve que cai
É a resposta que tenho
Poeta não ouse mais
Entristecer o teu cenho.
Nem maldigas tua fantasia
Por teu erro teu furor
Pois isto a vida queria
Para enxugar teu suor.
Digo-te com mui certeza
Teu coração não entregue
Tão rápido à pura beleza
Teu desejo se foi, te sossegue.
(J.C.S.)
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