
Em meus dias de paixão
Esvaindo vai-se a vida
Já vivi muita ilusão
Com o peito dolorido
Hoje a dor chegou sem ver
Por lembranças do inexistente
Com desejo de morrer
Nada vejo no oriente
Como sofre o grande amor
De quem um dia acreditou
Em menina com pudor
Que podia dar valor
Hoje tudo é viver
Ser traído é mui normal
Mas ainda vou fazer
Meu desprezo ser teu mal
Quero ainda ver chorando
Todo amor que conquistar
E fingindo estar cantando
Vou sorrir do teu amar
Mulher santa, já encontrei
Na palavra proclamada
Na ação visualizei
O que chamo de safada
Que me julguem bem safado
Quero mesmo me sentir
Vivo morto e tarado
Para cada amor que ouvir
Vou levar no que me resta
Destas coisas passageiras
A fazer apenas festa
Da tua farsa feiticeira.
(J.C.S.)
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