FIM DE FARSA
Ao tornar-te raridade
Pos o pouco a perder
Já sai de tua cidade
Sem vontade de te ver
Depois disto jóia em flor
Meu sorriso é puro fel
Para teu veneno amor
Foi pro lixo o anel
Quero mais e ver distante
Quem pensei em humildade
Foste mesmo bela amante
Hoje nem para saudade
Quero mais é debochar
Do teu jeito ignorante
Como pode alguém pensar
Ser perfeita interessante
Jogo fora o que perderam
Como fosse especial
Pois jamais te conheceram
Na arrogância mais frugal
Se me pensou um objeto
Obediente e servil
Hoje digo, o teu teto
É apenas um covil
Mora lobo e cobra veneno
Mas não mata nem arranha
Teu valor é mui pequeno
Não me afeta tua manha
Tua vida é dinheiro
Menosprezo e maldade
Quer comprar o verdadeiro
Sem saber o que é Verdade
Hoje deixo por presente
Piedade e compaixão
Mas te falo frente a frente
Não compartilho podridão.
(J.C.S.)
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