MORFEU

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

FIM DE FARSA




FIM DE FARSA


Ao tornar-te raridade

Pos o pouco a perder

Já sai de tua cidade

Sem vontade de te ver


Depois disto jóia em flor

Meu sorriso é puro fel

Para teu veneno amor

Foi pro lixo o anel


Quero mais e ver distante

Quem pensei em humildade

Foste mesmo bela amante

Hoje nem para saudade


Quero mais é debochar

Do teu jeito ignorante

Como pode alguém pensar

Ser perfeita interessante


Jogo fora o que perderam

Como fosse especial

Pois jamais te conheceram

Na arrogância mais frugal


Se me pensou um objeto

Obediente e servil

Hoje digo, o teu teto

É apenas um covil


Mora lobo e cobra veneno

Mas não mata nem arranha

Teu valor é mui pequeno

Não me afeta tua manha


Tua vida é dinheiro

Menosprezo e maldade

Quer comprar o verdadeiro

Sem saber o que é Verdade


Hoje deixo por presente

Piedade e compaixão

Mas te falo frente a frente

Não compartilho podridão.


           (J.C.S.)

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